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CULTURA & POLÍTICA @ CIBERESPACIO. 1er Congreso ONLINE del Observatorio para la. CiberSociedad. Comunicaciones – Grupo 6. Ciberespaço e ...

Publicado el : lunes, 16 de abril de 2012
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CULTURA & POLÍTICA @ CIBERESPACIO
1er Congreso ONLINE del Observatorio para la
CiberSociedad
Comunicaciones – Grupo 6
Ciberespaço e Sociabilidade
Coordinación: Giovanni Alves y Vinício C. Martínez
(
giovanni.alves@uol.com.br
)
http://cibersociedad.rediris.es/congreso
Cidades Virtuais
Nando Borges
1
www.nandoborges.com.br
ndborges@terra.com.br
Após o encontro em Kyoto, sobre cidades digitais, muitas coisas mudaram. Hoje, boa
parte da atividade mais lucrativa ou produtiva na rede está ligada à formação de
comunidades. No Brasil, setores envolvidos com formas de vida digital, buscam um
modelo econômico mais justo e sustentável que o registrado pela velha economia
"real".
Segundo o professor André Lemos, da Universidade Federal da Bahia, há quem
fale do risco de, com esse descolamento do espaço real a partir da experiência em
espaços virtuais, perdermos o senso de realidade e que, ”por viver muitas horas da
vida nesse espaço cibernético, estaríamos esvaziando a dimensão real do espaço
concreto das cidades”.
Porém, experiências têm provado que comunidades virtuais reforçam a
comunidade real, cidades virtuais potencializam a ocupação do espaço físico urbano,
conhecido como uma prática social underground chamada de "infiltração" que mostra
justamente como o ciberespaço potencializa e organiza essa ocupação.
O movimento de infiltração não é tão novo assim. Nas décadas de 60 e 70
grupos em São Francisco criaram o que era chamado de “guerrilha organizada de
grupos de aventura”, com o mesmo intuito. Na web, o movimento tem se mostrado
como amplificador da realidade. O ciberespaço tem ocupação de espaços inusitados de
determinadas cidades. Dezenas de sites ajudam na divulgação de lugares e servem
como ponto de encontro dessas novas tribos urbanas.
O objetivo dessas infiltrações é estar em lugares onde supostamente não
deveríamos estar, se apropriar de sítios abandonados e vencer as barreiras imaginárias
na ocupação do espaço urbano. Como afirma Deyo, um dos infiltradores urbanos: "Eu
não acho que poderia haver um movimento de exploração urbana como hoje sem a
Web. Esse é um bom exemplo sobre o que a Web pode fazer sociologicamente;
pessoas ao redor do mundo têm enviado e-mails a cada dia. Nós temos ouvido casos
de alguém que explorou um submarino nuclear na Rússia”.
Assim, o ciberespaço mostra mais uma vez que o virtual não é descolado do
real e que ele pode, pelo potencial comunitário e associativo, reforçar vínculos sociais e
agregar pessoas em busca de uma apropriação criativa e lúdica do espaço urbano.
Talvez, quem sabe, o ciberespaço possa realmente ajudar no resgate daquilo que
nossas grandes cidades vêm perdendo com o tempo: a dimensão do espaço público.
Dois tópicos importantes no estudo dessas novas sociedades são apontados por
Lemos: o primeiro é quanto à apresentação aceptizada das cidades digitais. Segundo o
professor, uma grande preocupação esta na incoerência entre a ideologia das cidades e
o seu comportamento de fato. Cidades digitais se propõem a melhorar a relação
humana, principalmente combatendo a exclusão social e se torna incoerente, pois,
trata-se de uma tecnologia para poucos. Nesse ponto especificamente eu discordo por
acreditar no vasto potencial social que as cibercidades proporcionam. Aproveito para
sugerir algumas soluções para problemas de ordem social. Na minha cidade
começaram a implantar pontos de computadores públicos conectados a web através de
cartões telefônicos comuns. Nesses terminais poderiam disponibilizar uma gama de
serviços de utilidade pública de imensa valia. Aproveitando, existem cartões do tipo de
crédito que o governo dá para a população carente que poderia servir como um cartão
de identificação multi uso. Isso converteria em uma imensa economia para o país.
Estou elaborando um grande projeto de reforma tecnológica para oferecer ao governo
nesse sentido.
O segundo tópico apontado pelo professor Lemos e que merece o meu destaque
está associado à aceptização das cidades digitais. Segundo ele, as cidades não
retratam a realidade e sim parte dela. Nesse retrato se é mostrado o lado bom das
cidades deixando de fora os guetos e áreas consideradas perigosas e que fazem parte
da sociedade como um todo. Analiso esse ponto por dois ângulos. O primeiro pela
inviabilidade técnica de se retratar 100% de uma cidade grande por toda complexidade
que há, pela constante transformação geográfica, afinal, as cidades estão em perpétuo
movimento, além da dificuldade de se ter um banco de dados que suporte todas as
informações de todas as áreas de uma cidade. Uma cidade é vista por muitos olhos, de
muitos jeitos, por muitos gostos. Qual seria a ótica correta? Quem estaria certo?
O segundo ângulo que percebo é que a necessidade de se recriar uma cidade
digital é inversamente proporcional à sua complexidade. Seria muito fácil se recriar
uma cidade digital espelhada em uma cidade real de 3, 4 ou 10 mil habitantes. O
trabalho seria minucioso. Só que em uma cidade desse porte não há necessidade
dessa criação já que seria possível percorrer toda a cidade em alguns minutos apenas
de bicicleta. Seria uma cidade onde praticamente todos se conhecem. A única utilidade
que vejo é em linkar essa cidade ao resto do mundo. Por outro lado, numa metrópole
com milhões de habitantes é nítida a necessidade de uma cidade digital multi serviços
para facilitar a vida do cidadão. Porém por todos os motivos citados acima, é quase
impossível com os recursos atuais se recriar na integra uma cidade desse porte.
Uma das soluções que proponho é se fazer uma cidade digital dinâmica em
forma de rizoma, feita por muitas pessoas, com muitas fontes de informação, para que
com uma coletividade pudesse se aproximar mais de uma cidade real.
BIBLIOGRAFIA
Lemos
, André, "Infiltração". Cidade Internet/Zona Tech, 29 de abril de 2002.
Schwartz
, Gilson - Articulista da Folha de S.Paulo, “A CIDADE NA MÍDIA”. Folha
Online (www.uol.com.br/folha) - 13/8/2001.
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http://student.dei.uc.pt/~assuncao/RV/
http://www.gpcg.pt/pt/fdesc.html
NOTAS
1
Nando Borges – Luiz Fernando Cerqueira Borges – é aluno do primeiro curso superior de comunicação
social com habilitação em Hipermídia da América Latina – FTC Faculdade de Tecnologias e Ciência.
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