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23 out. 2011 – Actas – III Congreso Internacional Latina de Comunicación. Social – III CILCS – Universidad de La Laguna, diciembre 2011 ...

Publicado el : viernes, 13 de abril de 2012
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Actas III Congreso Internacional Latina de Comunicación Social III CILCS Universidad de La Laguna, diciembre 2011
 
Porto, TV Local e Futebol:
perfil e ligação com as referências e identidades locais
 
Cristina Tereza Salvador Rebelo - Instituto Superior da Maia CEL- CELCC (Centro de Estudos de Língua, Comunicação e Cultura) cristinateres.rebelo@clix.pt ; crebelo@docentes.ismai.pt  
João Manuel da Silva Carvalho - Instituto Superior da Maia CEL- CELCC (Centro de Estudos de Língua, Comunicação e Cultura) joaomscarvalho@gmail.com ; jcarvalho@ismai.pt   
Resumo :
A televisão local é o meio por excelência para concretizar a pluralização de vozes e a composição de estéticas e referências locais e portanto, a existência de uma forma exclusiva e própria de comunicação é o veículo pelo qual se pode conseguir uma maior caracterização do local ou comunidade. Partindo do pressuposto que, uma das maiores restrições ao desenvolvimento destes projectos é a sustentabilidade ou ponderação de recursos, os problemas financeiros têm um impacto fortíssimo em todo o âmbito dos planos traçados para uma estação. A busca de soluções para fazer face à exiguidade que fragiliza a evolução do projecto, com consequências ao nível da variedade de conteúdos e formatos, assume, no caso analisado, a recente relação com o mais representativo clube de futebol local. Neste estudo de caso sobre o Porto Canal, procuramos traçar o perfil da sua audiência; saber se a identidade do indivíduo face à região reforça ou não a relação com o Canal; e quais as percepções de audiência sobre a presença de um dos símbolos da região -Futebol Clube do Porto - na administração e gestão da mesma, retirando
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 conclusões à volta dos valores da identidade local na relação cidade do Porto, TV local e Futebol.
Palavras chave : Porto Canal; audiência; futebol; identidade; sustentabilidade; regionalização. 
Sumário: 1-Introdução e enquadramento teórico. 2- Metodologia. 3-Caracterização da audiência do Porto Canal. 4- Impacto da identificação local dos espectadores em relação ao Porto Canal. 5 - Opiniões sobre a ligação entre o Porto Canal e o Futebol Clube do Porto. 6- Conclusão. 7- Bibliografia
1-Introdução e enquadramento teórico  A dualidade identitária regional é visível no âmbito da contextualização da questão do regionalismo à volta do Porto. Com efeito, a própria história confirma o eclodir de movimentos de carácter regionalista centrados na cidade, que contribuíram para o interesse e valorização do Porto.
A afirmação da identidade portuense/nortenha foi pois um processo que reiterou a imagem de marca da região, de afirmação de portuense e nortenho em contrapartida ao nacional e internacional. Isto é algo que tem recebido, ao longo da história, uma renovada atenção, posto ser conhecido e documentado o apelo cujo maior interesse residia em fazer do Porto a capital do Norte, no fundo, o pólo aglutinador da nação.
De modo claro, é a importância atribuída à cidade que é revisitada num sentimento de grande identificação, buscando-se nela e nos seus símbolos o seu espírito reivindicativo. Esta aspiração “localista” , aparentemente, poderá ser considerada automática, dadas as condições que fizeram desta cidade litoral um pólo, consequência natural do desenvolvimento e, até, de um certo modo de ser e estar.
Um dos aspectos mais importantes é o papel desempenhado pelo futebol, particularmente o do F.C.P. (Futebol Clube do Porto), adoptado como factor de
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 orgulho e união na Região Norte, sendo também utilizado nos registos discursivos dos políticos do Norte.
A resposta aparece no papel que o futebol (mas também outros desportos) tem na exaltação da identidade territorial.
Existe neste tipo de associativismo a procura do reforço dos laços locais e regionais, mas também de afirmação e integração de e na Comunidade, em que, de facto, “o  futebol adquire o valor simbólico do território que cada indivíduo apropria, do lugar ao município, à província e ao País, e os desafios representam a permanente defesa de uma Pátria. (Gaspar, 1981: 143-149).  Os elementos de ancoragem, na realidade, são vários, embora o mais citado possa ser o território: aquele que é tido como terra natal, onde se enraíza o passado de cada um, localizando a memória e onde se desenha o futuro, estruturando as aspirações.
Como afirma Bourdieu (1999 :17), embora o estado nacional se torne cada vez mais obsoleto em face da transnacionalização dos sistemas produtivos, pondo em causa a territorialidade como a sua característica mais preeminente, o futebol continua a ser uma zona de afirmação de identidades na base dos velhos direitos às raízes.”  
A questão assenta portanto, na relação que uma associação, um clube de futebol, enquanto elemento de movimentação social, pode ter com o meio em função da sua historicidade e dinamismo, principalmente com o chamado poder político, e de que modo, essa ligação começou a desvendar-se como uma relação eminentemente de afirmação regional, ilustrada pela acepção de Fernandes (1993: 47):
“as associações desportivas são igu almente detentoras de um poder difuso (...) e aparecem normalmente como sinal de marca, orientadas para o exterior. A actividade desportiva vem conhecendo (...) nomeadamente à volta do Porto, um apreciável desenvolvimento. Estes agrupamentos projectam assim a localidade
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muito para além das suas fronteiras e (...) não vale unicamente pelos seus resultados, mas ainda pelos contactos que proporciona e pelas redes de relação que cria. Esta função de sociabilidade faz dos clubes um símbolo da localidade, transformando-os em mecanismos geradores de identidade. A consciência de identidade é aqui bastante forte, na medida em que se afirme o bairrismo”.  
Foi pois, ainda na década de 90, que a relação FCP/afirmação do Norte, viria a ser uma certeza de alguma forma surpreendente, mas imediatamente abraçada, a que não fica estranha a situação da Catalunha, que utiliza o Barcelona como fenómeno de projecção de um clube, região, cultura e identidade. Esta relação tem sido citada, emblematicamente, por figuras do Norte, que apresentam o FCP como símbolo do ser nortenho. Como afirma António Figueiredo (1999: 106): “o s símbolos sublimados da consciência regional (futebol, cultura popular) reforçam-se alimentando processos de rejeição de desigualdades e penalizações.”  
Além disso, a velha querela Norte/Sul, que existe para além das diferenças geográficas e históricas, se encontra nos aspectos culturais, sociológicos e económicos, cimentou no Norte o sentimento de estar sempre insuficientemente representado, reivindicando as suas vulnerabilidades e difundindo um discurso próprio, nortista. Digamos que ao handicap  político se uniram as vitórias do clube, gerando uma mais intransigente exteriorização de furor pela identidade da Região. Para os políticos do Norte começou a ser interessante a estratégia do FCP que passou, na altura, a representar a bandeira da Região e dos seus interesses. 1   
                                                          1 Um dado curioso ocorreu a 18 de Outubro de 1999, num programa cujo entrevistado era Pinto da Costa, Presidente do Clube (RTP África), o qual era questionado sobre se apoia ou não a viabilização de uma televisão regional. O destaque não é, tanto a resposta de Pinto da Costa, que não foi aliás muito preciso, mas sim o facto de ser questionado sobre tal assunto, constatando-se a relação dos fenómenos média e futebol.
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 A falta de influência, de projecção e de recursos, aliada há necessidade de poder, reconhecimento e identidade, levou à rejeição do tratamento assimétrico a que o Norte é sujeito por parte do Governo central. Mas, malgrado todos os símbolos, não terá tido a capacidade ou expressão reivindicativa suficiente e necessária na acção, revelando pouca massa crítica. O sistema de actores a Norte é tradicionalmente menos considerado pelo sistema de média nacional, como se sabe macrocéfalo, e que potencia imagens alteradas e até hiperbólicas do Norte e dos políticos da Região, a que se vem juntar a fraca formação política dos cidadãos (Rebelo, 2001: 117).
A aquisição da estação Porto Canal, pelo Futebol Clube do Porto, assinala este elo de representatividade. O FCP assumiu, desde Agosto de 2011, a gestão do Porto Canal, através de uma parceria com os donos da estação, a empresa espanhola MediaPro, com opção de compra ao fim de 2 anos. O comunicado, publicado pela estação, afirmava que:
“os seus proprietários celebraram um memorando de entendimento com o Futebol Clube do Porto e (…) o Porto Canal será chamado a assumir uma dimensão reforçada no panorama televisivo português, consolidando o trajecto de reforço da notoriedade, da relevância e das audiências que tem vindo a percorrer. Ao mesmo tempo, o Porto Canal assegurará o incremento dos meios de Comunicação ao dispor de uma das Instituições mais importantes do nosso País. 2   
Desde essa altura passou a ter, diariamente, espaços informativos dedicados ao clube, nomeadamente o Somos Porto , todas as 2ªs feiras das 22h às 23h e o Flash Porto , pequeno bloco noticioso sobre o universo azul e branco transmitido de segunda a sexta pelas 21h45 e 23h45 com a duração de 10 minutos. Segundo apurámos, a componente noticiosa, nomeadamente a desportiva, começará a fortalecer a oferta da estação no imediato, mas serão                                                           2 Disponível em : http://pt-br.facebook.com/note.php?note_id=193110334052920 . Acedido em 23/10/11. ISBN: 978-84-939337-6-0 / D.L.: TF: 1.111-2011  Página 5  
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 ponderadas outras alterações na programação, de forma faseada. Reserva-se para Janeiro de 2012, o lançamento de uma estação assumidamente focalizada no desporto.
Estas considerações levantam questões que serão analisadas neste trabalho.  
Cruzando-se com esta reflexão estão factores de obstaculização, que se juntam ao quadro de dificuldades das TV locais. A legislação foi e é um desses factores, sendo relevante na discussão sobre a possibilidade de sustentação das televisões de proximidade no país, por duas razões fundamentais:
- a pouca atenção e importância dada ao sector; - e pela ausência de financiamento por parte das Câmaras Municipais. A Lei vigente não permite ainda, à semelhança das precedentes, a associação das televisões locais ou regionais às autarquias sob nenhuma forma de participação ou subsidiação, pelo receio da relação cúmplice ou demasiado próxima entre estes dois poderes. Esta questão é bem apresentada por Pedro Coelho (2011) ao afirmar:
 
Caracterizámos o poder das elites locais nos espaços públicos de proximidade a forma como elas tentam impor aos elementos de determinada comunidade um “consenso” socialmente integrador que na prática resulta num falso consenso por ser imposto e não fruto da discussão, do debate e da acção comunicativa. Essa imposição, ao mesmo tempo que contribui para a manutenção do estado das coisas e, consequentemente, para a eternização das elites no poder, silencia o conflito e as opiniões marginais de todos os que não se revêem na alegada opinião dominante. Os meios de comunicação social locais e regionais são cúmplices desta estratégia das elites, veiculando a opinião dominante, silenciando o conflito, impedindo a participação, controlando as discussões públicas na medida em que apenas convidam para o debate, quando o convocam, os que não se opõem às elites; fazem-no em nome da própria sobrevivência, uma vez que, nas pequenas comunidades, as elites políticas e ISBN: 978-84-939337-6-0 / D.L.: TF: 1.111-2011  Página 6  
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 económicas disponibilizam, mesmo indirectamente, os instrumentos que possibilitam a sobrevivência desses meios de comunicação social.”  
A reflexão expande-se no questionar de Cádima (2011) quando refere que:  
“d e facto, se há jornais e rádios locais, por que não um canal de televisão, eventualmente participado por esses mesmos jornais e rádios, pelos investidores locais, associações, universidades, enfim, uma televisão à escala da região, com emissores de baixa potência, para uma zona de cobertura limitada?  
 É de assinalar uma outra restrição, bastante usual no desenvolvimento destes projectos, que é o financiamento ou falta de recursos. Os problemas financeiros têm um impacto fortíssimo em todo o âmbito dos planos traçados para uma estação. Desamparados pela lei e por uma regulação que esclareça os possíveis quadros de financiamento, os projectos televisivos, em Portugal, são escassos. O Porto Canal sobrevivia com a intervenção de capital e know -how  estrangeiro. A aquisição de material, produção de conteúdos e contratações ficam aquém do esperado por falta de captação de recursos, através de financiamento directo ou publicitário de referência. Esta insuficiência fragiliza toda a concepção que se tenha previsto efectuar, tendo consequências ao nível da diversidade de conteúdos e formatos oferecidos que, ao não atrair a audiência mais exigente, imprime aos projectos um incipiente amadorismo. Obviamente, cada país, consoante o seu grau de regionalização, interesse e maturidade da sociedade civil, gere estes meios de forma diferenciada, sem esquecer o apelo das novas tecnologias para a criação de uma nova sociedade.
Em Portugal, estamos convencidos que, sem regionalização, muita coisa ficará por fazer nesta área, e o empowerment  necessário ao crescimento da massa crítica local continuará em segundo plano, despromovendo a cidadania e a sua ampliação, pelo impedimento à acção (independente) dos actores locais, no
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 sentido de enfrentar os desafios e da abertura de um espaço de comunicação fundamental.
Além disso, é legítimo afirmar que a informação deve ter um lugar central no resgate da sociabilidade e, como alternativa à despersonalização, um papel fundamental na rede de convivência e proximidade. Ou seja, a existência de uma forma exclusiva e própria de comunicação é o veículo pelo qual se pode conseguir uma maior caracterização do local e da comunidade.
Sob este ponto de vista, a televisão é o meio por excelência para concretizar a pluralização de vozes e a composição de estéticas e referências locais. Mas este pressuposto só pode ser conseguido se estas televisões mostrarem evidentes menções identitárias, retratando e permitindo a expressividade plural e incentivando uma narrativa local.
A força de uma comunidade está também na identidade e na vontade de a preservar, para que não perca o sentido e o auto-reconhecimento. O processo de geração de sentido, de inscrição  tal como o referia José Gil (2005: 48), é adoptado aqui como forma de contrariar as “consciências no nevoeiro”, a resignação e o imobilismo como forma de afirmação, significação e criação.
Há, portanto, um espaço a ser mais do que preenchido, a ser “inventado” ,  capaz de incorporar essa identidade; um meio de proximidade pode de facto, responder ao desafio da linguagem regional/local sendo o único ao qual se deve exigir a vocação orientada para esses interesses. Considera-se, pois, a necessidade de o local, a comunidade e a região em sentido mais lato, dever ser “sujeito” de acção e expressão.  
Sendo assim, procuramos investigar o que pensa a audiência de uma TV local (Porto Canal) em relação às questões da regionalização e da relação com o principal clube de futebol local.
 
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 2- Metodologia
Objectivo principal : conhecer as percepções dos espectadores de uma TV local sobre a relação com o Clube de Futebol dominante na área geográfica, enquadradas na questão da regionalização.
Questões de investigação :
1. Quais os perfis das audiências do Porto Canal?
2. Qual o impacto da identificação local dos espectadores em relação ao Porto Canal?
3. O que pensam os espectadores sobre a ligação entre o Porto Canal e o Futebol Clube do Porto?
Procedimento metodológico:  
A pesquisa na população-alvo, em termos geográficos, foi realizada por um processo de amostragem sistemático aleatório. Assim, em cada momento de disponibilidade do entrevistador, este contactava a 3ª pessoa que passasse no local; em caso de recusa, seria contactada a 3ª pessoa que, seguidamente, passasse no mesmo local. A recolha de dados foi feita através de entrevistas realizadas nas centralidades de 6 concelhos do distrito do Porto (Porto, Matosinhos, Gondomar, Gaia, Maia e Valongo).
Foi elaborado um instrumento de colecta de dados (questionário) de acordo com os propósitos do presente estudo. O inquérito incluía questões de caracterização do respondente (idade, profissão, sexo, estado civil e escolaridade); duas questões para avaliar a frequência com que o inquirido via o Porto Canal e em que períodos do dia isso acontecia; e ainda as seguintes questões:
- Gostaria de ver resultados de estudos e sondagens sobre a região norte no Porto Canal? ISBN: 978-84-939337-6-0 / D.L.: TF: 1.111-2011  Página 9  
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 - Acha que a regionalização poderia dar mais destaque ao Porto Canal? - Acha que a entrada do Futebol Clube do Porto no Porto Canal poderá ser benéfica para esta estação? Porquê? - Acha que o Porto Canal se deve manter como um canal generalista ou deve passar a ser um canal de clube? Obtiveram-se 320 respostas em 2 visitas a cada cidade. As respostas foram analisadas estatisticamente recorrendo ao programa IBM-SPSS, versão 19.0.  3- Caracterização da audiência do Porto Canal: A amostra incluiu 172 indivíduos do sexo feminino (53,8%) e 148 do sexo masculino (46,3%), num total de 320 entrevistas válidas. Contudo, 50 mulheres (29,1%) e 29 homens (19,6%) disseram não ver com frequência o Porto Canal. Só um homem confirmou que via mais de 3 horas as emissões desta TV local (Tabela 1). Em ambos os sexos, a mediana é inferior a uma hora, mostrando que o Porto Canal não se apresenta como uma estação de televisão suficientemente atractiva para “prender” os espectadores muito tempo ao longo do dia.   
Tabela 1: Frequência com que vê o Porto Canal Respostas Feminino % Masculino % Total % Não vejo 50 29,1 29 19,6 79 24,7 < 1 hora 100 58,1 79 53,4 179 55,9 1 a 2 horas 20 11,6 36 24,3 56 17,5 2 a 3 horas 2 1,2 3 2,0 5 1,6 > 3 horas 0 0,0 1 0,7 1 0,3 Total 172 100 148 100 320 100    ISBN: 978-84-939337-6-0 / D.L.: TF: 1.111-2011  Página 10  
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Tabela 2: Distribuição da audiência pelos períodos diários Período R m e e s r p o o  stas %  % de casos  Início da manhã 5 1,8 2,1 Manhã 3 1,1 1,2 Hora de almoço 1 0,4 0,4 Tarde 36 13,1 14,9 Fim de tarde 90 32,8 37,3 Hora de jantar 16 5,8 6,6 Noite 123 44,9 51,0 Total 274 100 113,7
 Distribuindo a idade dos inquiridos por classes etárias (até aos 19 anos; 20-29; 30-39; 40-49; 50-59; 60 ou mais anos), verifica-se que a classe mediana da idade é a dos 20 aos 29 anos nos 2 sexos, tendo 92,5% dos espectadores totais menos de 40 anos.
Esta predominância de jovens pode constituir um enviesamento da amostra, por ser menos provável encontrar pessoas idosas na rua. Este facto reflecte-se também na percentagem de solteiros (78,8%). Os casados são 10%; em união de facto são 7,5%; 2,1% são viúvos; e 1,7% separados ou divorciados. No entanto, é muito interessante verificar a relação que uma audiência mais jovem tem com o Porto Canal .
Também é notória a predominância de estudantes e desempregados, o que se explica por os dados terem sido recolhidos na rua. Em termos de habilitações literárias, verifica-se que 76,2% dos indivíduos que vêem o Porto Canal têm o 12º ano ou superior, o que tem relação evidente com os níveis etários predominantes na amostra, pois são os mais jovens que apresentam maior nível de escolaridade.
Os períodos em que a audiência mais vê o Porto Canal são o da noite (51% dos inquiridos) e ao fim da tarde (37,3% dos inquiridos), como se pode ver na Tabela 2. ISBN: 978-84-939337-6-0 / D.L.: TF: 1.111-2011  Página 11  
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