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INSTITUTO DE IBEROAMÉRICA PROGRAMA DE DOCTORADO INTERUNIVERSITARIO ANTROPOLOGÍA DE IBEROAMÉRICA
TÍTULO DA TESE ESTUDO HISTÓRICO ANTROPOLÓGICO DO MITO SEBASTIANISTA: A PEDRA DO RODEADOR COMO EXPRESSÃO SIMBÓLICA NA INTERCULTURALIDADE IBEROAMERICANA Autora: Regina Clara de Aguiar Orientação: Ronice Franco Sá Ángel-B. Espina Barrio Donizete Aparecido Rodrigues
Salamanca Outubro 2011
Tese apresentada ao Programa de Doutorado em Antropologia de Iberoamérica, junto ao Instituto Universitário de Iberoamérica, da Universidade de Salamanca, Espanha
DEDICATORIA
AO MEU PAI (IN MEMORIAM) ANFILÓFIO DRUMOND DE AGUIAR QUE COM SUA SABEDORIA ENSINOU A VERDADEIRA ARTE DE VIVER! TALVEZ POR ISSO MEU PERCURSO PELO MUNDO ANTROPOLOGICO! BUSCANDO ENCONTRAR RESPOSTAS NO HOMEM, E NA DIVERSIDADE CULTURAL. E GUARDO NA MEMÓRIA AS TRES PALAVRINHAS MÁGICAS COMO ELE DIZIA: “HEI DE VENCER”PARA HOMENAGEA-LO COM TODO MEU AMOR! E SAUDADE!
AGRADECIMIENTOS
Muitos são os agradecimentos. Mas primeiro gostaria de agradecer ao Programa deDoctorado Interuniversitário de Antropologia de Iberoamérica de la Universidad de Salamanca-USAL,Espanha, em nome do seu coordenador, Professor Dr.Ángel Espina B-Barrio,que sem contar com seu apoio provavelmente as inquietações que regem já este trabalho não teriam conseguido encontrar um caminho para sua expressão, o que representou uma motivação efetivamente determinante para a conclusão da presente tese. E também ao Instituto Universitário Iberoamericano, pelo apoio que me propiciou estar aqui hoje. Também quero registrar aqui, um profundo agradecimento aos orientadores. A Professora Dra.Ronice Franco Sá por todo seu empenho, sabedoria e conselhos pertinentes, que mesmo distante, sempre em contato e acreditando em mim, soube se fazer presente e Professores: Dr.Ángel Espina B-Barriopor suas palavras de animo com a tese, e Dr.Donizete Aparecido Rodrigues. E, sobretudo foi importante o acompanhando dos três individualmente; ajudando com atenção, dedicação, paciência, carinho, entusiasmo e rigoroso olhar antropológico e científico. Além da árdua tarefa de corrigir, sugerir, discutir. As críticas e sugestões, foram o fermento para fazer o menino, rei Sebastião, renascer nas páginas que antes eram tela em branco de um editor de texto do computador. A todos os professores do programa da docência, do período de janeiro a junho de 2006 que iluminaram, incentivaram e insuflaram conhecimentos no mundo da antropologia. Estimulando de alguma forma a se levar a cabo o percurso deste trabalho. E aos colegas de turma - do Brasil (Maria Conceição, Letícia, Telmo, Danielle); Corea (Ina); Espanha (Edurne, Amaya, Tania, Pablo e Gloria); Estados Unidos (Kent e Matthew); Itália (Daniela) e México (Luisa Elena, Rosa Lopez e Rosa Maria) -, com quem foram compartidos os dias de aula e as tarefas de estudo; além da experiência de se viver em terra estrangeira, que nos acolheu com calor. Apesar do frio, para muitos de nós, acostumados ao calor dos trópicos, no caso do Brasil. Mas vivenciar a neve foi algo maravilhoso, assim como sentir que a barreira do idioma aos poucos foi se distanciando à medida que o tempo ia se alongando nestes anos de estudos.
Estudo Histórico Antropológico do Mito Sebastianista
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Não poderia esquecer de agradecer a todo o pessoal do Núcleo de Saúde Pública e Desenvolvimento Social NUSP/UFPE em Recife, que contribuiu com informações importantes e apoio sempre que se necessitou: à diretora Profª Dra. Ronice Franco Sá, ao Profª Dr. Geraldo Pereira, Profº Dr. Abel Menezes, Profª Dra. Valdilene Viana Socorro Freire, Edione, Rosane, Djalma, Albinha, Janete, Conceição, Maria José, Margaridinha, Da Luz, Valberto, Amal e Leandro. À minha irmã Fátima Aguiar, pedagoga e Alcides Ferraz, fotografo e jornalista que estiveram alguns dias comigo, vivenciando o campo e contribuindo nas tarefas de fotografia e acomodação nos primeiros dias. Ao Profº Dr. Flávio Gomes Cabral, por seu incentivo. Ao padre Miguel da paróquia de Bonito que nos hospedou. Aosinformantesque compõem o quadro da pesquisa da tese; a todos os amigos deBonito,sobretudo a família do Gilsomar, Dona Gercina, Seu Antônio, Simone e Neto que nos receberam com carinho e nos guiaram e ajudaram de alguma maneira, no sentido de responder nossas indagações nosCaminhos do Rodeador.Ao Profº. Dr. Antonio Motta, Profª Dra. Maria Aparecida Nogueira, Profº Dr. Parry Scott e Profª Dra. Roberta Bivar do Departamento de Antropologia da UFPE; ao Profª Jomard Muniz de Britto; a Zélia; a Patrícia Cassemiro e Benjamim. Ao Profº. Dr. Gonzalo Gómez Dacal, Vicente Justo Hermida e Esther Gambi do Centro de Estudios Brasileños CEB/USAL. A Joselma, Zenia, Catarina Scott, Eloine pela convivência nos primeiros meses aqui na Espanha. A Deiza, Eduardo Cesar Maia, Daniela que ajudaram com a formatação da tese; além de Conceição, Luisa, Telma, Ana, Otília que com as nossas discussões fora do ambiente acadêmico, sempre clareava pontos não observados antes. Também gostaria de lembrar os amigos e amigas que vivenciam expectativas e angústias nesta etapa dura que é a finalização da tese doutoral. Já que é necessário uma rígida disciplina para conseguirmos chegar ao final, mas é possível, com apoio e concentração. Agradecimento especialAos meus pais, Anfilófio Drumond de Aguiar (in - memoriam) e Júlia Clara de Aguiar, que me fizeram com seu afeto e generosidade estar
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sempre optando pelo lado positivo, diante da vida, mesmo nos momentos difíceis; a quem ofereço este trabalho e o meu amor incondicional, gratidão e admiração. A minha mãe deixo aqui impresso, uma homenagem especial aos seusoitenta anos, completados em 24 de outubro próximo passado. Com um brinde a sua coragem e a luta empreendida por toda a vida em prol da família. Além de ser exemplo de harmonia, simplicidade e alegria, o que nos deu segurança para enfrentar o mundo. Vindo de uma cosmovisão sertaneja do interior cearense, em contato com a pureza de um ambiente natural, nos ensinou o amor pela terra, plantas, animais e solidariedade com o próximo. E com fortes convicções religiosas, uma senda toda própria e intimidade com o mundo lá de cima, que aprendi a respeitar. Também aos poucos fui distinguindo entre o universo holístico que se apresentava na estante paterna, que eu queria desvendar e descobrir. E creio que essa curiosidade enfim, é o que tem estimulado o meu caminho e a minha visão de mundo. A meu pai (in memoriam) devo todo o interesse intelectual pelos livros, e a sede de conhecimento que nos transmitiu. E agradeço as minhas irmãsFátima, Anfilófia, Emiliana, Catarina e Cristiane,companheiras e cúmplices num núcleo feminino onde apenas um único representante varão pode reinar absoluto, meu querido irmão João Niculau, que nos alegra com sua voz e violão. Minha pequena e preciosa sobrinha Barbara Yanna, com o pé em três culturas distintas, nascida na Suíça, com pai alemão e mãe brasileira, é fonte de inspiração de um novo mundo; não poderia esquecer a tranqüila cunhada Lucy e minha sobrinha Samara, que como a tia, já inicia seus caminhos para desvendar os mistérios do mundo. E aos três cunhados Roberto Thomas e Michael. Enfim a toda família, tanto os que estão no Brasil como na Alemanha, inclusive os parentes afins Hans e Angelika, pelo apoio em todos os sentidos, carinho e por acreditar em mim. Com certeza todos souberam valorizar o meu momento, e isso significa a razão para que eu tenha empreendido uma luta solitária contra o frio e a saudade e chegasse ao final dessa trajetória que me fez cruzar o caminho de volta do mítico rei, atrás de pegadas para entender o homem e o mito.
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E não poderia esquecer dois amigos importantes,RinaldoeJuan, que com olhar diverso, cada um de um lado oposto do oceano Atlântico, me ensinaram e ajudaram a entender e valorizar as pessoas nos seus momentos. E entender que a vida sempre mostra a direção certa, não importando as ferramentas nem as fronteiras. E a vivência do que realmente vale à pena, ou seja, do encontro com o outro é o que importa.
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ÍNDICE
AGRADECIMIENTOS .................................................................................. 5INTRODUÇÃO ............................................................................................. 14Marco teórico .......................................................................................................................... 18 Justificativa ............................................................................................................................. 20 Articulando o campo de investigação ................................................................................... 21 Coleta de dados ....................................................................................................................... 25 Tratamento dos dados ............................................................................................................ 27 Objeto ............................................................................................................................ 28 Objetivo geral.......................................................................................................................... 28 Objetivos específicos: limites ................................................................................................. 29 Com relação às hipóteses planejadas concluímos que: ....................................................... 30 Epistemologia e Hermenêutica .............................................................................................. 31 Estrutura da tese..................................................................................................................... 32 CAPÍTULO IORIGEM HISTÓRICA DO MITO SEBASTIANISTA ............................ 35. HAR TUPI-GUARANI DA TERRA SEM MAL E O PARAISO 1OL TERRESTRE ..................................................................................................................... 43 2. TRANSMUTAÇÃO DO REI NO MITICO SEBASTIÃO ....................................... 50 3. POLEMICA PALACIANA .......................................................................................... 54 4. IDÉIAS RELIGIOSAS IMBRICADAS...................................................................... 56 5. PARAÍSO TERREAL................................................................... 59NO RODEADOR 6. PEDRA BONITA LAVADA COM SANGUE ............................................................. 74 7. REVOLTA DE FÉ CONTRA A REPÚBLICA ........................................................... 75 8. SUL DO BRASIL E O CONTESTADO...................................................................... 77 9. NO RITMO DA MAGIA DO TAMBOR DE MINA.................................................. 79 CAPÍTULO IIVERTENTE TRIANGULAR DO SEBASTIANISMO CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA: PORTUGAL MARROCOS BRASIL .......................................................................................................... 861. VERTENTE TRIANGULAR ...................................................................................... 88 1.1. Fronteira, espaço e território.......................................................................................... 89 2. CONTEXTO PORTUGUES DO SEBASTIANISMO............................................... 93 4.1. O Rei e a desordem escondida ........................................................................................ 95 4.2. Buscando pistas sebastiânicas nos caminhos de Portugal............................................ 98 4.3.1 Sobre o uso de fontes documentais jornalísticas ................................................... 100 4.3.2 O mito sebastianista e a parabólica no Rodeador................................................. 102 4.1. Opiniões recopiladas no arquivo do Diário de Notícias em Lisboa........................... 104 3. CAMINHOS SEBASTIANISTAS MARROQUINOS..............................................111 4.1. Caminhos marroquinos..................................................................................................114 4.2. Falsos monarcas após a derrota marroquina.............................................................. 124 4. CAMINHOS DO SEBASTIANISMO NO BRASIL................................................ 126
4.1. Questão política e de fé.................................................................................................. 132 4.2. Messianismo sebastianista nordestino ......................................................................... 137 CAPÍTULO IIIESTUDO ETNOGRÁFICO DAPEDRA DO RODEADOR COMOEXPRESSÃO SIMBOLICA EMBONITO PERNAMBUCO BRASIL.1441. PEDRA IMAGEM SIMBÓLICA DO SEBASTIANISMO NO RODEADOR ..... 149 2.ETNOGRAFIA NOS CAMINHOS DO RODEADOR............................................ 1523. CAMPO ETNOGRAFICO EM BONITO................................................................ 153 1.1. Entrevista Rádio Rio Bonito FM.................................................................................. 164 4. GRUPO FOCAL DO RODEADORGFR ............................................................. 167 5. INFORMANTES CLASSES DE IDADE: IDOSO, INTERMEDIÁRIA (ADULTO) E JOVEM..................................................................................................... 170 1.2. Perfil referente à classe idoso ....................................................................................... 171 1.2.1. Recordador narrador: (A-1) ................................................................................... 171 1.2.2. Recordador narrador: (A-2) ................................................................................... 174 1.2.3. Recordador narrador (A-3) .................................................................................... 175 1.2.4. Recordadora narradora (A-4) ................................................................................ 176 1.3. Perfil referente à classe intermediaria ......................................................................... 177 1.3.1. Recordadora narradora (B-1) ................................................................................ 177 1.3.2. Recordador narrador (B-2)..................................................................................... 177 1.4. Perfil referente à classe jovem ...................................................................................... 178 1.4.1. Recordador narrador (C-1) .................................................................................... 178 1.4.2. Recordadora narradora (C-2) ................................................................................ 178 6. CATEGORIAS EMERGENTES DOS DADOS ...................................................... 179 1.5. A pedra sebastianista evocada recontada escutada .................................................... 180 1.6. Lendas ressaltam segredo mistério encantamento assombração .............................. 184 1.7. O arraial e a guerra com os devotos no Rodeador ..................................................... 189 1.8. Moça ou Santa da pedra ............................................................................................... 197 1.9. Riacho do Sangue e chumbo da pedra símbolos de morte......................................... 202 7. COMENTÁRIOS DAS CATEGORIAS UTILIZADAS NA ETNOGRAFIA....... 204 1.10. Pedra ......................................................................................................................... 207 1.11. Assombração ............................................................................................................ 207 1.12. Arraial........................................................................................................................211 1.13. Santa Moça da Pedra .............................................................................................. 213 1.14. Riacho do Sangue..................................................................................................... 216 1.15. Chumbo .................................................................................................................... 216 1.16. Caneta ....................................................................................................................... 217 1.17. Capela ....................................................................................................................... 217 1.18. Guerra....................................................................................................................... 218 1.19. Educação focada no Rodeador ............................................................................... 219 1.20. Ponto de Cultura...................................................................................................... 226 CAPÍTULO IVPERSPECTIVAS DE UMA ANTROPOLOGIA APLICADA COSMOVISÃO E UTOPIA: O CASO DA PEDRA DO RODEADOR EM PERNAMBUCO NORDESTE DO BRASIL............................................ 2281. COSMOVISÃO E UTOPIA....................................................................................... 230 Estudo Histórico Antropológico do Mito Sebastianista Página 11